Mostrando postagens com marcador Publicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Publicidade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de março de 2014

A incrível arte do ósculo

Cena de "Elizabethtown", um dos melhores filmes do Orlando Bloom sem ser um épico. 

Nas últimas semanas, o vídeo de "estranhos que não se conheciam se beijam em vídeo feito por diretora" comoveu e emocionou muitos. Como todo bom viral publicitário, as pessoas foram atingidas em seu ponto mais fraco: a sensibilidade do primeiro beijo.

Em suma, o primeiro beijo costuma ser um momento marcante. E não digo somente o primeiro beijo (famoso ranca BV), mas também o primeiro beijo que damos em uma pessoa. Segundo estudo realizado na Universidade de Oxford, por Rafael Wlodarski e Robin Dunbar, o primeiro beijo é a principal ferramente de avaliação subconsciente que determina a duração do relacionamento.

Ou seja: é no momento de oscular que medimos a afeição e a famosa química da pessoa beijada. O momento do beijo envolve 4 dos 5 sentidos humanos: audição (famosa pelos sussurros que precedem o beijo); o tato (mãos, troncos, bocas, lábios e línguas); olfato (o cheiro - atraente ou não às narinas) e finalmente, o paladar. Embora haja uma parcela de pessoas que não feche os olhos, anulando assim o quinto sentido durante o ato, a maioria beija de olhos fechados, o que torna o beijo a primeira grande experiência sensorial íntima com outra pessoa.

Eu acredito - e essa sou eu, pessoa física, sem phD em nada ou estudo formal - que a partir do momento que duas pessoas se beijam, elas nunca mais terão a mesma relação. Isso não é bom ou ruim, apenas diferente. Para mim, o ósculo é uma intimidade muito grande que interfere sim na maneira como lidamos com o outro.

Como exemplo, cito um clássico da TV aberta: "Uma Linda Mulher". A história água com açúcar é bem popular - empresário rico conhece garota de programa na rua, se encanta, paga milhares de dólares para usufruir de sua companhia e a moça vive em uma realidade que não conhecia. Minha cena favorita não é que ela volta na loja que foi esnobada e escracha as vendedoras (embora seja muito boa). A cena que o Zé Mayer gringo, a.k.a Richard Gere pergunta o que ela faz e a resposta de Julia Roberts é simplesmente sensacional: só não beijo na boca. Em outra referência cinematográfica, temos "Elizabethtown", na qual Claire (Kirsten Dunst), após ser beijada por Drew (Orlando Bloom), diz que aquele beijo tinha sido mais pessoal de que muitas de suas transas.

Acho que essa é a mística do beijo: ele é o contato mais íntimo que temos com alguém (em público - a menos que você seja uma dessas pessoas tipo a Madonna que curte sexo em locais públicos). E a campanha publicitária que comoveu a todos, comoveu justamente por isso. A Vice fez isso de verdade e eu achei tão poético quanto. Deixo para cada um decidir por si só.

O primeiro vídeo (fake):



O vídeo da Vice (real):

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A mulher e a publicidade

A sociedade mudou, felizmente, e muito já evolui na questão da mulher. Porém, pensa só, a lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006, é muito recente, um reflexo de que as mudanças ainda são lentas. 

E a lei é cultural, por isso reflete o que a sociedade na qual está inserida aceita ou não. Da mesma maneira funciona a publicidade, o que faz muitas vezes com que os comerciais antigos se tornem "politicamente incorretos" para a sociedade atual. 

Separei algumas publicidades que retratam a mulher, ontem e hoje e tenho certeza que o homem mais machista do século XXI vai achar um absurdo muito do que está postado abaixo. Por isso nunca devemos deixar de refletir sobre o que consumimos hoje, afinal, sempre é preciso mudar e evoluir.  

Vamos começar de leve, com a mulher preparada para o casamento a qualquer custo.  





Mais uma dos casamentos perfeitos. Afinal, mulher ficar pra titia não dá!



O chocante deste abaixo é não ser publicidade, mas uma matéria jornalística. Parafraseando o autor: "Não há dúvida de que é mais agradável ao motorista [a frentista de sainha]".




Olha só! Uma evolução! Aqui você mulher já é capaz, e como diz o próprio anúncio, "não tenha nenhum complexo diante dos homens"
 

Acho que não é preciso dizer muito a respeito desta, não é?




Mas não é um mimo está daqui? Ainda bem que nos anos 80 não havia lei Maria da Penha!



É só uma piadinha, não?


Exagero? Dá uma olhadinha no subtexto deste comercial produzido recentemente pela TCM, em pleno século XXI


E para encerrar, a namoradinha do Brasil, Regina Duarte, aprendendo a dirigir um VW. Porque os homem já sabem dirigir de berço, não?







terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Propaganda Politicamente Incorreta

Começamos, depois de um longo trabalho de planejamento e esperamos que você seja muito bem-vindo.

E para esse início, resolvemos ir direto ao passado, dar uma espiada na publicidade brasileira e naquilo que era ou não considerado politicamente incorreto.
Será que essas empresas seriam processadas hoje em dia?




Nada como uma babá Submissa, Humilde e Callada! As agências de emprego de 2014 iriam adorar essas novidade!





Conhaque para a gripe!


E cerveja como reforço alimentar. 





Com certeza as mães dos anos 60 adoravam ganhar fogões, geladeiras e batedeiras!

Que dá pra comprar hoje, todo mundo sabe. Mas você não vê o anúncio no jornal.


Caracu com ovo é pura nutrição!



Essa não é politicamente incorreta, mas é no mínimo curiosa. Afinal, "para um efeito mais prolongado desde que se possa observar um pouco de repouso, é mais indicada a forma de supositórios",